20.3.13
Bergoglio
Só ouço comentários entusiastas acerca do novo Papa Chico, sobre a humildade, bondade e ideias vanguardistas em relação à Igreja. Não consigo entender como o deslumbramento é tão eficaz quando, entre o missionarismo, gostar de futebol e de andar a pé, Francisco I é contra o casamento gay e o aborto. Não sei de que forma este Papa pode aproximar as camadas mais jovens da religião católica. Se a ideia é que a instituição continue com os seus conceitos fascistas - ser homofóbica, contra a igualdade de género e manipular através da culpa - o Papa Chico parece ser uma escolha certeira. Nos dias de hoje, felizmente, essas são as principais críticas apontadas à Igreja.
Mas
a terceira temporada de Downton Abbey acaba assim, abrupta? Aconteceu mesmo aquilo? Há muito que uma série não me deixava com um nó tão apertado no estômago.
18.3.13
Beleza a quanto obrigas
Acordo um dia e tenho uma mancha castanha por cima do lábio. Longe de ser resquícios de buço mal arrancado, corri para a farmácia, onde me dizem que basta usar ecrã total. Saí de lá com uma bisnaga que pastei cuidadosamente todos os dias. A mancha desaparecer? Nada de nada. Não aumentou, é certo, mas também não se aniquilou. Dizem-me que não se nota nada - à excepção de duas amigas a quem também coube o infortúnio e conhecem a ira que assola quando ouvimos que não se nota nada, chutando para canto, como se uma mancha castanha a fazer de bigode não seja coisa de dar importância. Sim, cabeças puritanas, claro que há milhentas prioridades, mas se puder tratar desta nada me impedirá de o fazer. Incomoda-me, pronto. As minhas fotografias do Verão do ano passado são para esquecer. Não que seja dada a estar frente da câmara muitas vezes, mas é um balde de água fria quando nas poucos em que dou o ar da minha graça tenho um bigodão a centrar todos os olhares que lhes peguem. Ora, no Inverno a coisa passa e pouco me lembrei que mancha existe, mas, meus caros amigos, o sol já anda aí a espreitar, e o sinal de alarme começou a ensurdecer-me. Na semana passada, lá meti os pés da dermatologista, sra. dra. que já não visitava há um ano, para sair de lá com três folhas de receitas, mais duas de outros tantos cremes:
- duas caixas de comprimidos para as manchinhas brancas que me costumam aparecer na praia. Mais vale atacar antes para ver se este ano as extermino de vez;
- sérum para o melasma, a ver se fica mais claro;
- creme de dia para o melasma, a ver se fica mais claro;
- ecrã total de outra marca, a ver se protege melhor;
- esfoliante diário diferente que, pela expressão da médica ao olhar para o meu nariz de amora, parece que o que usava não era assim muito eficiente;
- retornar ao creme hidratante de há uns anos para ser aliado do tropa descrito acima;
- creme para as olheiras, a ver se minimizo o ar de zombie quando tiro o corrector;
- mais comprimidos para a bactéria que me apareceu no dedo pequeno do pé, creio eu por me ter esquecido de levar os chinelos de duche uma vez - uma vez! - para o ginásio;
A consulta nem demorou meia-hora e na farmácia ofereceram-me uma espécie de cartão gold da casa. Escusado será dizer que dada a quantidade de trabalho neste país, vou comer atum em lata até ao fim do mês - não me parece que os cremes saibam bem e se há coisa que se gasta pouco nesta casa, são latas de atum. E perdi o concerto de Beach House. Cabra da mancha.
17.3.13
Amor, sim ou não?
Até que ponto devemos aguentar um playboyzinho por quem estamos perdidamente apaixonadas? Quando somos nós a cair de amores pela espécie, é fácil ter esperança e pensar que o gajo vai mudar. Uma simples mensagem, com ou sem cantiga do bandido, é balão de oxigénio suficiente para ficarmos agarradas a migalhas por mais uns dias, semanas até.
Em conversa com uma amiga, que está colada a um gajo desses há demasiado tempo, dizia-lhe eu para deixar andar - se acredita que ele pode mudar, e fazê-la feliz. Dizia-lhe para se proteger, claro, e que só acredito que ela deve esperar porque não está preparada para o deixar ir. Já o fez, ficou sem chão, definhou. A L. é insegura. "Tenho medo de ficar sozinha", repete-se. É-me difícil compreender este receio, mas não posso fazer nada a não ser aceitar. Tem 27 anos, é inteligente, bonita, tem uma carreira auspiciosa pela frente, e o medo de ficar sozinha é o que a move nos últimos tempos. Podia ser anedótico, se não fosse grave. Escusado será dizer que sou a única amiga que a aconselha a sair com o gajo enquanto não se apaixona por outra pessoa. Enquanto não se cansa de ser passada para trás. Até posso dar o benefício da dúvida sobre ele gostar dela, só não acredito que ele mude tão cedo. Mas até que ponto é melhor virar as costas, por obrigação, passo-ante-passo sofrido enquanto vai embora, a arrastar-se dia após dia numa tristeza profunda? A L. já passou por isso: chega sempre o dia em que o desalento é tal, que o telemóvel se torna o último reduto. Cai na esparrela de novo, e a história repete-se: primeiro os dias de paixão, semanas, até que ele se cansa e deixa de telefonar, vai, e depois volta. Sempre que lhe apetece. A L. aceita isso. Infelizmente. Parece que renasce quando o trim trim especial do telemóvel dá acordes novamente.
A L. já tentou conhecer outras pessoas: rapazes jeitosos que lhe davam bola, cineminha, jantar, cafés. Voltou ao mesmo, mas tentou. Só o fez porque não tinha um ponto final na relação pornográfica. O fim ata-lhe as mãos, as pernas, o coração, o baço. Dar-lhe essa opção é trancá-la, tirar-lhe o rumo, durante muito mais que muitos dias e meses. A única coisa que eu quero é que a L. tenha motivação para conhecer outras pessoas. Tenho duvidas sobre o resultado dos meus conselhos, mas como é que poderia lhe tirar isso?
25.2.13
Impulso imbecil
Porque é que não é bonito criticar pessoas sem lhes conhecer a história? Está tudo aqui, grande Sofia Alves.
24.2.13
Experiências
Esperam-me umas papas de sarrabulho para o jantar. Nunca comi, mas o homem diz que é comida divina. Não sou muito carnívora por isso tenho mais curiosidade do que entusiasmo. A ver vamos.
23.2.13
Por causa
...disto, lembrei-me da crítica do ípsilon ao livro do José Luís Peixoto "Dentro do Segredo - Uma Viagem na Coreia do Norte". Por António Rodrigues, a ler aqui.
Futilidades
Sexta-feira é o meu dia preferido para ir ao ginásio.
A aula de zumba é com a instrutora que mais gosto - feminina, sensual, e pinta tamanha a dançar. Mas nem tudo são rosas. Sabem aquelas pessoas que trocam a esquerda com a direita nas aulas, trapalhonas como tudo? Não, não é a monitora, sou euzinha. Descoordenada que é um susto. Mesmo assim, não desisto até aperfeiçoar a coisa e poder divertir-me à grande. É certo que quando aparece uma coreografia nova, caso de ontem, o meu cérebro dá um nó e troca-se umas quantas vezes até lá ir. Riem-se de mim, eu faço o mesmo, e é só boa disposição - mesmo quando sou o bobo da corte. Sem ninguém esperar, qual velocidade de chita, os meus neurónios desvendam a direita da esquerda e até flutuo. Mais ou menos, vá.
Acaba zumba e começa Global Training com o monitor mais durão do pedaço. Faz sofrer e sofrer e sofrer, tenho dó de mim e dos restantes vassalos, mas quando acaba a aula saio de lá com a serotonina aos saltinhos de alegria.
Isto tudo para dizer que hoje tenho o corpo bambo, feito num 8, mas não me chamo Maria se neste Verão não tiver perna rija e um madonna butt de fazer inveja.
22.2.13
21.2.13
Ah! O Relvas.
Não se entende como é que o Relvas, que amordaçou jornalistas do Público e da RDP (fora os possíveis casos varridos para debaixo dos tapetes) foi convidado para falar sobre o futuro do jornalismo. Gosto de pensar que foi uma partida da TVI, organizadora da conferência, e rir-me disso. Não se entende igualmente, porque é que foi escolhido para falar no Clube dos Pensadores, entre intelectuais e massa crítica esculpida. E como se tudo isto não fosse suficientemente grave, não se entende, novamente, como surgem vozes indignadas com o resultado destes convites.
Felizmente ainda há quem seja lúcido neste país.
Felizmente ainda há quem seja lúcido neste país.
20.2.13
Hoje
Happy Hour Bertrand, a partir das 20h. stop. 20% em cartão em todos os livros de literatura. stop. escondam-me o cartão multibanco até às 00h, que este mês é curto mas o ordenado já aperta. por favor.
Bonança
Viagem comprada para a Madeira, um mês inteirinho. Essencialmente para trabalhar, é certo, mas a labuta vai saber a pato.
14.2.13
E óscar para o título mais fixe dos últimos anos vai para...
Dinheiro Vivo, com "Miguel Relvas 'respeita' o 'tomar no cu' de José Viegas". Existe algum título mais divertido que este? Eu não conheço.
Fotografia de Gerardo Santos, Dinheiro Vivo
Fotografia de Gerardo Santos, Dinheiro Vivo
12.2.13
11.2.13
Já estou com suores frios
... por este blog ganhar vida própria e fazer o que lhe apetece. Já tentei de tudo e não consigo que ele deixe de desformatar o post aqui em baixo. Desisto, fica com letras gordinhas depois da imagem.
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