Este ano, assim como no último, os enfeites da árvore de Natal servem de brinquedos para as miúdas cá de casa. As gatas, digo. É impossível ter o pinheiro arranjado mais do que uma hora. As bolas, rodolfos e pais natal rebolam pela casa inteira, e é dar com eles dentro da banheira, debaixo do sofá ou até na sua própria casa de banho. Estas gatas são umas chafurdas, é verdade, gostam de esconder brinquedos dentro da liteira.Valha-me que depois da porcaria, troquem as decorações da árvore por material de primeira.
17.12.12
16.12.12
14.12.12
Mistérios da vida
A dor para fazer xixi aumentar feita bicha histérica no exacto momento em que metemos a chave na porta para entrar em casa.
Bocejo
E eis que o dia de trabalho chega ao fim. Ultimamente tem sido noite dentro. Mal posso esperar por colher os frutos, mas antes as duas semanas de férias que me esperam. Ahhh! Vida boa a chegar dentro de 7 dias.
6.12.12
5.12.12
Pela Estrada Fora
Adorei. Sem tirar nem pôr. Mesmo com a zombie da Kristen Stewart que continua sem me encher as medidas, mas até se safou bem. Eu nem gosto de louros, mas o Garrett Hedlund (faz de Dean Moriarty) é um pedaço de mau caminho, com a voz mais viril do mundo, e sim, também faz um papelão. O Sam Riley (Sal Paradise) é aquele fofinho que já conhecemos e gostei muito dele a fazer de bom rebelde neste filme. O Walter Salles, realizador, continua com a delícia de trabalho que é só dele, planos magníficos e luz ideal, não perdendo o traço que mostrou em "Central do Brasil" e "Diários de Che Guevara". O S.Jorge estava a abarrotar, prevendo-se que os próximos dias de festival da Revista Ler sejam de sala cheia, que é coisa que tem faltado neste país nos últimos tempos.
Como o "On The Road" abriu o festival dos 25 anos da Ler, a Bertrand também andava por lá a vender livrinhos e o que encontrei eu? Nada mais, nada menos que "Pela Estrada Fora", 378 - mais coisa, menos coisa - páginas sobre aventuras da beat generation em português limpinho. Claro que trouxe um comigo que planeio ler nas férias de Natal. Já espreitei, evidentemente, e parece-me que vou gostar muito da escrita do Kerouac.
Garrett Hedlund em On the Road
Como o "On The Road" abriu o festival dos 25 anos da Ler, a Bertrand também andava por lá a vender livrinhos e o que encontrei eu? Nada mais, nada menos que "Pela Estrada Fora", 378 - mais coisa, menos coisa - páginas sobre aventuras da beat generation em português limpinho. Claro que trouxe um comigo que planeio ler nas férias de Natal. Já espreitei, evidentemente, e parece-me que vou gostar muito da escrita do Kerouac.
Garrett Hedlund em On the Road
4.12.12
On The Road
Hoje é dia de ante-estreia do On the Road e estou entusiasmada. Embora me apeteça muito, ainda não li o livro. Há anos que não consigo encontrar a versão portuguesa. Sempre que me lembro de a pedir numa livraria "acabou dois dias antes". No ano passado, em Paris, entrei na Shakespeare & Company (a livraria mais cozy que conheci até hoje), e mal os meus olhos bateram na edição inglesa agarrei-me a ela e não a larguei mais. Problema? Não consigo ler aquele livro em inglês, tenho de espreitar o dicionário vezes sem conta, e é difícil para burro (ou será o meu inglês que anda pelas horas da morte?).
Não gosto de ver filmes antes de ler os livros, mas hoje vou dar-me a esse pecado, na esperança de encontrar um dia a edição portuguesa - se alguém souber, que me avise! A Kristen Dunst, que amo de paixão, entra no filme. Só não entendo muito bem porque escolheram a outra Kristen, a Stewart, com aquele ar de mosca morta, para personagem principal. Pode pode ser que a coisa resulte e até passe a gostar um bocadinho dela. A ver vamos.
Não gosto de ver filmes antes de ler os livros, mas hoje vou dar-me a esse pecado, na esperança de encontrar um dia a edição portuguesa - se alguém souber, que me avise! A Kristen Dunst, que amo de paixão, entra no filme. Só não entendo muito bem porque escolheram a outra Kristen, a Stewart, com aquele ar de mosca morta, para personagem principal. Pode pode ser que a coisa resulte e até passe a gostar um bocadinho dela. A ver vamos.
3.12.12
Le Chef
Fui à ante-estreia, na terça passada, e gostei muito. É francês, sobre cozinha, e tem o Jean Reno. Ge-ni-al. Eu, que não sou de riso fácil no cinema, saí de lá com os maxilares em riste. Antes do filme, houve um showcooking de cozinha molecular com dois chefs com nome supimpa, mas que agora não me lembro. Não consegui provar nada porque tinha tudo um ar muito nhec x químico, vapores a vaguear na sala, explosão iminente, qual laboratório montado nas Amoreiras - demasiado forçado e minimalista para o meu gosto. Eu gosto é de peixe e carne verdadeiros, assim como de pessoas reais como companhia e não de malta do croquete, wanna be desta vida. Por isso saí do enfadonho cocktail, dei um giro pelo shopping, retribuí dois telefonemas a amigos para matar saudades e dar umas gargalhadas, fumei um cigarro e, à hora marcada, já estava sentada no cinema. Um empregado trouxe pipocas de caril e, parecendo mais verdadeiras, comi. Estavam boas, mas suspeito que o milho fossem moelas, que é coisa que não consigo comer e me dá a volta ao estômago. Valeu o filme para esquecer o infortúnio. Ide ver e passai um bom momento. Estreia quinta-feira.
Domingo
4 máquinas de roupa lavadas e estendidas, 2 de louça, cozinha montada e pó por tudo quanto é sítio aspirado. Mais ou menos, vá. As cortinas da sala também precisaram de banho e chegam na quarta-feira, juntamente com a minha querida d. Adelina, fada de lares, que já me ajuda nas lides domésticas há uns anos, e nem quero pensar no reboliço desta casa se ela me falta algum dia.
Para relaxar do pandemónio que se instalou nas últimas semanas, um copo de tinto, o cabrão do cigarro que me vai saber como há muito não sabia, e dois dedos do livro novo que me calhou nos anos (sim, foram na semana passada e comemorados entre obras e gargalhadas) e que estou a gostar tanto como previa. Depois, cama quentinha, sono reparador, e acordar com a casa composta. Sem pratos e escorredores de louça na sala, sem tupperwares e livros de cozinha no chão do quarto. O que eu esperei por este dia.
Para relaxar do pandemónio que se instalou nas últimas semanas, um copo de tinto, o cabrão do cigarro que me vai saber como há muito não sabia, e dois dedos do livro novo que me calhou nos anos (sim, foram na semana passada e comemorados entre obras e gargalhadas) e que estou a gostar tanto como previa. Depois, cama quentinha, sono reparador, e acordar com a casa composta. Sem pratos e escorredores de louça na sala, sem tupperwares e livros de cozinha no chão do quarto. O que eu esperei por este dia.
21.11.12
prendas antecipadas
Agora que a cor do verão já passou, dando lugar ao meu estimado ar de zombie, rendi-me à Benefit e foram as melhores comprinhas que fiz nos últimos tempos. O único perigo é o vício, que mulher que sou, apetece trazer tudo. Não volto à loja tão cedo.
19.11.12
Justiça made in burgo
Chamar a Deco e ver as empresas a meterem o rabinho entre as pernas e a nos tratarem como pequenos reizinhos.
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11.9.12
Pé na estrada
Ontem fui a uma reunião e saí de lá com um projecto novo, desafiante e tanto, exactamente aquele que procurava para esta altura. Há laços que ainda me apegam ao passado, mas são poucos, e já dei passos para sair da encruzilhada. O sentido está definido. Sinto-me finalmente preparada para mergulhar num novo caminho profissional que, por ser diferente, tem medos atrelados, é certo. Por outro lado, são esses receios que me dão coragem para furar um mundo novo, para fazer coisas diferentes, e lidar com situações novas. Os passos ainda são pequenos, mas já arrancaram. Finalmente percebi que por mais difícil que seja, se quiser, ainda tenho tempo para mudar de vida.
10.9.12
Discos como nós
Ainda não fui de férias e a rentrée musical chega em grande lembrando acordes de inverno. Os Grizzly Bear já lançaram a sua e "Shields", o quarto álbum e que sai na próxima semana, está disponível via streming há uns minutos. Como já esperava, estou a cair-lhes aos pés mais uma vez. Está cheio de boas surpresas e o bom que é ter férias de verão e estas músicas no bolso.
Oslo 31 de Agosto
É dos melhores filmes que vi este ano. E dos mais deprimentes. Oslo trata da vida dentro de nós. Serve-se de um toxicodependente que sai durante um dia da clínica de recuperação onde está a ser tratado para testar a sua reintegração. Oslo faz as perguntas certas, as que raramente se fazem, o que não quer dizer que encontre respostas para o sentido da vida. O vazio interior do protagonista - Anders Danielsen Lie é dos melhores actores que vi nos últimos tempos - é perturbante. O filme é desesperançado, triste, e deixou-me praticamente muda na viagem de regresso do cinema até casa. Tem combustão lenta, não se digere facilmente. Mesmo que não nos identifiquemos com a personagem, é difícil não nos revermos em alguns episódios, em algumas questões, por mais insignificantes que sejam. É difícil não nos consumirmos num bocado daquele vazio. E, ainda assim, é um filme de uma beleza incomum do início ao fim. Joachim Trier, norueguês, vai para a minha lista de realizadores a estar atenta, e Oslo, a cidade, encaixou-se num dos próximos destinos de viagem.
9.9.12
Sweet September
Fotografia de Diogo Durval, aqui
A felicidade de ainda não ter lido os Cem Anos de Solidão sabendo que vai entrar para os meus livros da vida inteira. Começo hoje.
A felicidade de ainda não ter lido os Cem Anos de Solidão sabendo que vai entrar para os meus livros da vida inteira. Começo hoje.
Quando penso na desarrumação dele(s), quero viver sozinha.
4.9.12
Vida fácil
Gosto de ser prática, mas não é a minha praia. Sou complicadinha por natureza, em termos de decisões, digo. E se o assunto for na cozinha, pior ainda. Gosto de cozinhar, mas tenho sempre imensa dificuldade em lembrar-me de pratos diferentes para o dia a dia. Nessas alturas, muitas, recorro aos livros de receitas, ou às que estão online, e encontro sempre o mesmo problema: Esta não dá, falta isto; Aquela também não, não tenho aqueloutro; E esta? E falta o ingrediente essencial que só pode ser comprado no mercado mais longe de casa, às 8h da manhã, e se o tiverem recebido nesse dia depois de ter feito uma viagem atribulada, aos trambolhões, vindo do outro lado do mundo;
Mas acredito que a minha vida está prestes a mudar. Hoje encontrei este site que, tenho a certeza, vai fazer a delícia de muitos dos meus dias, e dos de cá e casa, espero. A ideia é genial: entramos no site, escolhemos que ingredientes temos na dispensa/frigorífico e, voilá, recebemos uma infinidade de receitas a preparar com as iguarias que temos em casa. Práticas e rápidas para os dias apressados e para aqueles em que a inspiração culinária teima em tirar folga.
3.9.12
12h36
filha e pai dormem a bom dormir;
gatas ronronam ao sol e ao som da Lady Gaga do vizinho;
eu vou enfiar-me em mais um duche gelado para ver se as hormonas não dão de si com tanta atrocidade junta;
gatas ronronam ao sol e ao som da Lady Gaga do vizinho;
eu vou enfiar-me em mais um duche gelado para ver se as hormonas não dão de si com tanta atrocidade junta;
Verdades aristotélicas
Tenho de ter isto
Para fazer isto
O mini stepper é o exercício mais aborrecido do mundo, mas recuso-me a não dar uso aos 40€ que gastei com ele. (É usar muito para ver se se parte, que coerência.)
Para fazer isto
O mini stepper é o exercício mais aborrecido do mundo, mas recuso-me a não dar uso aos 40€ que gastei com ele. (É usar muito para ver se se parte, que coerência.)
2.9.12
Não sou a pessoa mais arrumada do mundo
Mas descobri que aos 4 anos uma criança já deve saber guardar os brinquedos, pôr a roupa suja no cesto ou não deixar os sapatos e mochila espalhados pela casa; que aos 6 deve levantar o seu prato da mesa e fazer a cama; e, aos 8 pôr a mesa, dar comida aos bichos ou ajudar a preparar a lista do supermercado. Entre muitas tarefas.
E, não sendo mãe, faço braço de ferro entre a minha mão esquerda e a direita: os pediatras não são nada realistas ou serão os filhos que conheço uns mamma boys pela vida fora?
E, não sendo mãe, faço braço de ferro entre a minha mão esquerda e a direita: os pediatras não são nada realistas ou serão os filhos que conheço uns mamma boys pela vida fora?
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