14.12.12

Mistérios da vida

A dor para fazer xixi aumentar feita bicha histérica no exacto momento em que metemos a chave na porta para entrar em casa.

Bocejo

E eis que o dia de trabalho chega ao fim. Ultimamente tem sido noite dentro. Mal posso esperar por colher os frutos, mas antes as duas semanas de férias que me esperam. Ahhh! Vida boa a chegar dentro de 7 dias.

5.12.12

Pela Estrada Fora

Adorei. Sem tirar nem pôr. Mesmo com a zombie da Kristen Stewart que continua sem me encher as medidas, mas até se safou bem. Eu nem gosto de louros, mas o Garrett Hedlund (faz de Dean Moriarty) é um pedaço de mau caminho, com a voz mais viril do mundo, e sim, também faz um papelão. O Sam Riley (Sal Paradise) é aquele fofinho que já conhecemos e gostei muito dele a fazer de bom rebelde neste filme. O Walter Salles, realizador, continua com a delícia de trabalho que é só dele, planos magníficos e luz ideal, não perdendo o traço que mostrou em "Central do Brasil" e "Diários de Che Guevara". O S.Jorge estava a abarrotar, prevendo-se que os próximos dias de festival da Revista Ler sejam de sala cheia, que é coisa que tem faltado neste país nos últimos tempos.
Como o "On The Road" abriu o festival dos 25 anos da Ler, a Bertrand também andava por lá a vender livrinhos e o que encontrei eu? Nada mais, nada menos que "Pela Estrada Fora", 378 - mais coisa, menos coisa - páginas sobre aventuras da beat generation em português limpinho. Claro que trouxe um comigo que planeio ler nas férias de Natal. Já espreitei, evidentemente, e parece-me que vou gostar muito da escrita do Kerouac.


                                Garrett Hedlund em On the Road

4.12.12

On The Road

Hoje é dia de ante-estreia do On the Road e estou entusiasmada. Embora me apeteça muito, ainda não li o livro. Há anos que não consigo encontrar a versão portuguesa. Sempre que me lembro de a pedir numa livraria "acabou dois dias antes". No ano passado, em Paris, entrei na Shakespeare & Company (a livraria mais cozy que conheci até hoje), e mal os meus olhos bateram na edição inglesa agarrei-me a ela e não a larguei mais. Problema? Não consigo ler aquele livro em inglês, tenho de espreitar o dicionário vezes sem conta, e é difícil para burro (ou será o meu inglês que anda pelas horas da morte?).
Não gosto de ver filmes antes de ler os livros, mas hoje vou dar-me a esse pecado, na esperança de encontrar um dia a edição portuguesa - se alguém souber, que me avise! A Kristen Dunst, que amo de paixão, entra no filme. Só não  entendo muito bem porque escolheram a outra Kristen, a Stewart, com aquele ar de mosca morta, para personagem principal. Pode pode ser que a coisa resulte e até passe a gostar um bocadinho dela. A ver vamos.


3.12.12

Le Chef

Fui à ante-estreia, na terça passada, e gostei muito. É francês, sobre cozinha, e tem o Jean Reno. Ge-ni-al. Eu, que não sou de riso fácil no cinema, saí de lá com os maxilares em riste. Antes do filme, houve um showcooking de cozinha molecular com dois chefs com nome supimpa, mas que agora não me lembro. Não consegui provar nada porque tinha tudo um ar muito nhec x químico, vapores a vaguear na sala, explosão iminente, qual laboratório montado nas Amoreiras - demasiado forçado e minimalista para o meu gosto. Eu gosto é de peixe e carne verdadeiros, assim como de pessoas reais como companhia e não de malta do croquete, wanna be desta vida. Por isso saí do enfadonho cocktail, dei um giro pelo shopping, retribuí dois telefonemas a amigos para matar saudades e dar umas gargalhadas, fumei um cigarro e, à hora marcada, já estava sentada no cinema. Um empregado trouxe pipocas de caril e, parecendo mais verdadeiras, comi. Estavam boas, mas suspeito que o milho fossem moelas, que é coisa que não consigo comer e me dá a volta ao estômago. Valeu o filme para esquecer o infortúnio. Ide ver e passai um bom momento. Estreia quinta-feira.


Domingo

4 máquinas de roupa lavadas e estendidas, 2 de louça, cozinha montada e pó por tudo quanto é sítio aspirado. Mais ou menos, vá. As cortinas da sala também precisaram de banho e chegam na quarta-feira, juntamente com a minha querida d. Adelina, fada de lares, que já me ajuda nas lides domésticas há uns anos, e nem quero pensar no reboliço desta casa se ela me falta algum dia.
Para relaxar do pandemónio que se instalou nas últimas semanas, um copo de tinto, o cabrão do cigarro que me vai saber como há muito não sabia, e dois dedos do livro novo que me calhou nos anos (sim, foram na semana passada e comemorados entre obras e gargalhadas) e que estou a gostar tanto como previa. Depois, cama quentinha, sono reparador, e acordar com a casa composta. Sem pratos e escorredores de louça na sala, sem tupperwares e livros de cozinha no chão do quarto. O que eu esperei por este dia.