Adorei. Sem tirar nem pôr. Mesmo com a zombie da Kristen Stewart que continua sem me encher as medidas, mas até se safou bem. Eu nem gosto de louros, mas o Garrett Hedlund (faz de Dean Moriarty) é um pedaço de mau caminho, com a voz mais viril do mundo, e sim, também faz um papelão. O Sam Riley (Sal Paradise) é aquele fofinho que já conhecemos e gostei muito dele a fazer de bom rebelde neste filme. O Walter Salles, realizador, continua com a delícia de trabalho que é só dele, planos magníficos e luz ideal, não perdendo o traço que mostrou em "Central do Brasil" e "Diários de Che Guevara". O S.Jorge estava a abarrotar, prevendo-se que os próximos dias de festival da Revista Ler sejam de sala cheia, que é coisa que tem faltado neste país nos últimos tempos.
Como o "On The Road" abriu o festival dos 25 anos da Ler, a Bertrand também andava por lá a vender livrinhos e o que encontrei eu? Nada mais, nada menos que "Pela Estrada Fora", 378 - mais coisa, menos coisa - páginas sobre aventuras da beat generation em português limpinho. Claro que trouxe um comigo que planeio ler nas férias de Natal. Já espreitei, evidentemente, e parece-me que vou gostar muito da escrita do Kerouac.
Garrett Hedlund em On the Road
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5.12.12
4.12.12
On The Road
Hoje é dia de ante-estreia do On the Road e estou entusiasmada. Embora me apeteça muito, ainda não li o livro. Há anos que não consigo encontrar a versão portuguesa. Sempre que me lembro de a pedir numa livraria "acabou dois dias antes". No ano passado, em Paris, entrei na Shakespeare & Company (a livraria mais cozy que conheci até hoje), e mal os meus olhos bateram na edição inglesa agarrei-me a ela e não a larguei mais. Problema? Não consigo ler aquele livro em inglês, tenho de espreitar o dicionário vezes sem conta, e é difícil para burro (ou será o meu inglês que anda pelas horas da morte?).
Não gosto de ver filmes antes de ler os livros, mas hoje vou dar-me a esse pecado, na esperança de encontrar um dia a edição portuguesa - se alguém souber, que me avise! A Kristen Dunst, que amo de paixão, entra no filme. Só não entendo muito bem porque escolheram a outra Kristen, a Stewart, com aquele ar de mosca morta, para personagem principal. Pode pode ser que a coisa resulte e até passe a gostar um bocadinho dela. A ver vamos.
Não gosto de ver filmes antes de ler os livros, mas hoje vou dar-me a esse pecado, na esperança de encontrar um dia a edição portuguesa - se alguém souber, que me avise! A Kristen Dunst, que amo de paixão, entra no filme. Só não entendo muito bem porque escolheram a outra Kristen, a Stewart, com aquele ar de mosca morta, para personagem principal. Pode pode ser que a coisa resulte e até passe a gostar um bocadinho dela. A ver vamos.
3.12.12
Le Chef
Fui à ante-estreia, na terça passada, e gostei muito. É francês, sobre cozinha, e tem o Jean Reno. Ge-ni-al. Eu, que não sou de riso fácil no cinema, saí de lá com os maxilares em riste. Antes do filme, houve um showcooking de cozinha molecular com dois chefs com nome supimpa, mas que agora não me lembro. Não consegui provar nada porque tinha tudo um ar muito nhec x químico, vapores a vaguear na sala, explosão iminente, qual laboratório montado nas Amoreiras - demasiado forçado e minimalista para o meu gosto. Eu gosto é de peixe e carne verdadeiros, assim como de pessoas reais como companhia e não de malta do croquete, wanna be desta vida. Por isso saí do enfadonho cocktail, dei um giro pelo shopping, retribuí dois telefonemas a amigos para matar saudades e dar umas gargalhadas, fumei um cigarro e, à hora marcada, já estava sentada no cinema. Um empregado trouxe pipocas de caril e, parecendo mais verdadeiras, comi. Estavam boas, mas suspeito que o milho fossem moelas, que é coisa que não consigo comer e me dá a volta ao estômago. Valeu o filme para esquecer o infortúnio. Ide ver e passai um bom momento. Estreia quinta-feira.
10.9.12
Oslo 31 de Agosto
É dos melhores filmes que vi este ano. E dos mais deprimentes. Oslo trata da vida dentro de nós. Serve-se de um toxicodependente que sai durante um dia da clínica de recuperação onde está a ser tratado para testar a sua reintegração. Oslo faz as perguntas certas, as que raramente se fazem, o que não quer dizer que encontre respostas para o sentido da vida. O vazio interior do protagonista - Anders Danielsen Lie é dos melhores actores que vi nos últimos tempos - é perturbante. O filme é desesperançado, triste, e deixou-me praticamente muda na viagem de regresso do cinema até casa. Tem combustão lenta, não se digere facilmente. Mesmo que não nos identifiquemos com a personagem, é difícil não nos revermos em alguns episódios, em algumas questões, por mais insignificantes que sejam. É difícil não nos consumirmos num bocado daquele vazio. E, ainda assim, é um filme de uma beleza incomum do início ao fim. Joachim Trier, norueguês, vai para a minha lista de realizadores a estar atenta, e Oslo, a cidade, encaixou-se num dos próximos destinos de viagem.
30.8.12
Uma Outra Educação
O filme passou-me ao lado quando estreou, em 2009. Ontem, a correr o videoclube da zon (fraquinho, fraquinho) aluguei-o. Se a vontade for de ver qualquer coisa com um bom argumento, mas leve, é o ideal.
Carey Mulligan interpreta Jenny, uma miúda de 16 anos, na Londres dos anos 60, que se prepara para entrar em literatura inglesa em Oxford. Apaixonada por livros, arte e música francesa, e castrada pelo pai para aprender latim e tudo mais que possa ser entediante, Jenny vê na universidade uma fuga à monotonia, uma oportunidade de libertação e criatividade. Um dia conhece David, (Peter Sarsgaard) um homem mais velho e, assim como os seus pais, deixa-se envolver na sua vida de luxo, festas e aparências.
O filme mostra a sociedade da época, o papel apagado que se esperava de uma mulher, esposa. O pensamento caduco do homem, marido, pai. Jenny desiste da escola (e da faculdade). Faz 17 anos e prepara o casamento com um homem charmoso, sim, mas com o dobro da idade dela - apesar da leveza do filme, isto atormentou-me do início ao fim.
As personagens estão bem construídas, a interpretação de Mulligan é perfeita - ganhou um BFTA de melhor actriz com este filme, e foi nomeada na mesma categoria para os Óscares e Globos de Ouro. A realização é de Lone Scherfig (cineasta dinamarquesa mais conhecida por Italiano para Principiantes), e Uma Outra Educação também mereceu nomeações nos Óscares para Melhor Filme e Melhor Argumento Adaptado ( a partir das memórias da jornalista britânica Lynn Barber, trabalhadas por Nick Hornby, by the way).
Os planos são óptimos, assim como a fotografia e a banda sonora. Só faltou estarmos bem um com o outro para o serão ser perfeito.
Carey Mulligan interpreta Jenny, uma miúda de 16 anos, na Londres dos anos 60, que se prepara para entrar em literatura inglesa em Oxford. Apaixonada por livros, arte e música francesa, e castrada pelo pai para aprender latim e tudo mais que possa ser entediante, Jenny vê na universidade uma fuga à monotonia, uma oportunidade de libertação e criatividade. Um dia conhece David, (Peter Sarsgaard) um homem mais velho e, assim como os seus pais, deixa-se envolver na sua vida de luxo, festas e aparências.
O filme mostra a sociedade da época, o papel apagado que se esperava de uma mulher, esposa. O pensamento caduco do homem, marido, pai. Jenny desiste da escola (e da faculdade). Faz 17 anos e prepara o casamento com um homem charmoso, sim, mas com o dobro da idade dela - apesar da leveza do filme, isto atormentou-me do início ao fim.
As personagens estão bem construídas, a interpretação de Mulligan é perfeita - ganhou um BFTA de melhor actriz com este filme, e foi nomeada na mesma categoria para os Óscares e Globos de Ouro. A realização é de Lone Scherfig (cineasta dinamarquesa mais conhecida por Italiano para Principiantes), e Uma Outra Educação também mereceu nomeações nos Óscares para Melhor Filme e Melhor Argumento Adaptado ( a partir das memórias da jornalista britânica Lynn Barber, trabalhadas por Nick Hornby, by the way).
Os planos são óptimos, assim como a fotografia e a banda sonora. Só faltou estarmos bem um com o outro para o serão ser perfeito.
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